Plant-based: Saúde, Meio ambiente e Mercado

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A cada ano que passa, novas tendências e tecnologias surgem para modificar e até revolucionar o status quo do mercado. O empresário não necessariamente precisa saber todos os aspectos técnicos sobre essas inovações. Porém, um conhecimento geral sobre esses assuntos é de grande importância, a fim de estar bem informado sobre as novas tendências, e quem sabe aproveitar oportunidades e sinergias. No artigo dessa semana, iremos abordar uma inovação mundial que tem acontecido no mercado alimentício, o Plant-based.  

O que é Plant-Based?

Plant-based (à base de plantas) pode se referir tanto a um tipo de dieta, quanto a um produto. Enquanto dieta, pode ser considerada mais acessível que a vegetariana e a vegana, que também são Plant-based. Ela envolve uma mudança gradual do padrão alimentar, substituindo aos poucos a proteína animal por alternativas vegetais, sem perdas no sabor e sem excluir o consumo de carne. A proposta é priorizar alimentos naturais, orgânicos e com mínimo de processamento industrial.

Enquanto produto, temos por principal exemplo os hambúrgueres de carne de soja, de gosto e textura muito similares à carne comum, e que começaram a se destacar em 2019.

Alguns fatores relacionados a essa escolha são: restrições financeiras ou alimentares, valores religiosos, combater maus-tratos aos animais, manter a saúde e preservar o meio ambiente. Estes dois últimos são os principais motivos dos que procuram dietas Plant-based hoje em dia.

De fato, estudos internacionais apontam benefícios na prevenção de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e Alzheimer. Isso se daria pela redução do consumo de sódio, açúcares e gorduras, presentes em alimentos industrializados e carne; em conjunto ao aumento de vitaminas e antioxidantes, presentes em vegetais. Antioxidantes desaceleram o processo de envelhecimento das células e podem até prevenir certos tipos de câncer.

Também há evidências de que apesar de ambas as produções emitirem gases de efeito estufa, a de plantas é mais sustentável que a de carne. A maior parte de toda a produção agrícola global é destinada à criação de gados, que é responsável por 96% das emissões de metano, além de desmatamento em algumas regiões.

Como está esse mercado?

O gráfico abaixo aponta que a América do Norte e a Europa representam cada um cerca de 40% do valor de mercado de proteínas Plant-based, seguidas pela Ásia ocidental e América Latina. De 2017 à 2019, o comércio destes produtos nos EUA cresceu oito vezes mais rápido que todo o comércio de varejo. As previsões são de que o comércio global cresça 60% até 2025, e que alternativas vegetais a frango, salsicha, frutos do mar e leite se tornem cada vez mais presentes. Segundo a Companhia Brasileira de Distribuição (GPA), nas lojas do Extra e Pão de Açúcar as vendas de produtos Plant-based triplicaram a cada mês desde de maio de 2019, quando primeiro foram disponibilizados. Especificamente na linha de hambúrgueres congelados, a representação é de 1/3 da venda total. Cerca de 27% dos brasileiros dizem estar reduzindo o consumo de carne.

O crescimento desse mercado consumidor pode ser explicado pela maior conscientização das novas gerações sobre o impacto ambiental de seus estilos de vida. No entanto, o que importa ainda é o gosto. Segundo a ADM, uma das líderes multinacionais desse ramo, os consumidores só estão dispostos a aderir às alternativas vegetais se elas forem tão saborosas quanto as proteínas animais. 

Portanto, nós da Brasil Valuation recomendamos que você empresário esteja bem informado sobre as novas tendências no mercado, mesmo que elas não sejam do mercado que você atue. Na era da informação, esta atitude pode ser o diferencial que sua empresa precisa para ser assertiva nas decisões e continuar prosperando.

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