Falência empresarial? Por que as empresas brasileiras caem em momentos de crise

Compartilhe este conteúdo!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Não é nenhuma novidade que criar e gerenciar uma empresa no cenário nacional é um desafio enorme para qualquer empresário ou empreendedor. Um dos fatores do gerenciamento das companhias é a própria máquina pública que muitas vezes dificulta a vida empresarial. As estatísticas de sucesso não são nada animadoras:

A maioria das empresas brasileiras desaparecem completamente do mapa antes de completarem um ano de existência segundo o IBGE, sendo que mais de 30% das que sobraram também encontram seu fim em período menor que 5 anos, segundo dados da Revista Exame. A falência empresarial é mais do que uma possibilidade remota, mas um medo constante na vida de quem empreende.

Como agir nos momentos de incertezas?

Notícias desanimadoras deveriam ser um fator significativo para desmotivar o empresariado brasileiro a empreender e criar novos negócios no Brasil, não é mesmo? Bom, a realidade não é bem essa. Um em cada três brasileiros entre 16 e 64 anos, ou tem ou está montando um negócio próprio, sendo que o número de novos negócios em processo de abertura tem aumentando ao longo dos anos.

Infelizmente, temos um grande volume de empresas sendo criadas, mas somente um número pequeno delas realmente conseguem sobreviver no longo prazo.


Estamos mandando milhares de navios a alto-mar, sendo que só alguns poucos conseguem retornar com especiarias do oriente.


O que faz uma empresa sobreviver a longo prazo? Quais os fatores que sustentam as empresas a passarem por esse marco de um ano sem desaparecerem?


Um problema familiar

O Brasil vive em um contexto peculiar quando observamos as características gerais das empresas que compõem sua economia. Temos que 90% delas são familiares e compõe mais que a metade do PIB brasileiro. Somos um país onde a organização do empresariado se dá (internamente) através de laços familiares. A maioria destas empresas começaram como um negócio de família e acabaram por expandir de forma rápida e vertiginosa, sem um planejamento adequado para esta expansão.

Muitos dos problemas que tornam as empresas brasileiras propensas a falência precoce são frutos desta estrutura familiar. Podemos destacar três desses problemas:

Falta de Profissionalização

Geralmente, não existe uma preocupação em profissionalizar os processos e gestão interna da empresa com o advento de seu crescimento. As estruturas permanecem as mesmas: São informais e caracterizadas por uma relação mais familiar do que profissional em si.

Com um volume maior de vendas e uma demanda maior pelos serviços internos, as estruturas familiares não conseguem acompanhar o crescimento da empresa, se sobrecarregam e entram em colapso eventualmente.

Não há nenhum problema em uma empresa familiar possuir uma estrutura interna informal no começo de sua história. Muitas vezes elas são formadas por técnicos de áreas especificas do negócio, e não por conhecedores de gestão ou com vivencias empresariais diversas. Porém, a profissionalização e a capacitação empresarial são de essencial valor para o crescimento organizado e direcionado para uma melhoria interna constante.

Lançar mão de profissionais externos capacitados para auxiliar nesse processo pode ser decisivo para a sobrevivência a longo prazo e evitar um processo de eventual falência empresarial.

Oviamente que na contramão destes dados, existem inúmeras empresas familiares bem-sucedidas no nosso mercado. Algumas delas, inclusive, com faturamentos expressivos e consistentes. O que estamos afirmando pela experiência como consultoria empresarial, é que é necessário compor a gestão da empresa por pessoal qualificado, independente de laços pessoais e familiares.

Má gestão financeira

Com um volume relativamente pequeno de vendas e operações financeiras, a pequena empresa acaba conseguindo sobreviver ao curto prazo com uma gestão financeira informal e precária. Contudo, a partir de seu crescimento, informações de custos, aplicações financeiras, demonstrativos financeiros, etc… se tornam cada vez mais importantes para a gestão técnica e para a tomada de boas decisões e visão holística do negócio.

Se o empresário não possui controle de seus dados financeiros, as chances de endividamento e não aproveitamento de oportunidades de investimento são muito maiores nessa situação. A própria avaliação e situação da “saúde” do negócio se tornam incertas se os dados financeiros não são claros e específicos.

Neste artigo, separamos detalhes sobre como montar um bom orçamento empresarial em tempos de crise.

Ser avesso a mudanças e a novas tecnologias

Já sabemos que o ambiente econômico brasileiro passa por um momento único em sua existência, causado por uma pandemia mundial. Mudanças ocorrem o tempo todo no ambiente externo das empresas, sendo elas adaptadas para lidar com isso ou não.

O problema é que por serem de origem familiar em sua maioria, as empresas brasileiras acabam por cultivar um conservadorismo e inflexibilidade em relação ao modus operandi de seus negócios. Isso acaba por torná-las avessas a um processo de adaptação ao ambiente, o que pode significar uma perda de competitividade e relacionamento com seus clientes.

Essa rigidez à mudanças também pode ser vista em relação a tecnologias e alternativas de gestão mais inovadoras. As revoluções tecnológicas estão cada vez mais acontecendo com maior frequência e em um curto período de tempo. Cada dia uma inovação diferente surge para modificar a forma com que nós operamos no mundo. Não acompanhar essa evolução pode acarretar em um processo interno desatualizado e perda de competitividade em relação a empresas mais enxutas e/ou inovadoras.

É importante sempre se manter em alerta às mudanças de ambiente e manter pronto um bom planejamento estratégico para os possíveis cenários futuros. As tecnologias estão a nosso serviço, utilizá-las é o que as tornam úteis de fato para a otimização de empresas.

O que fazer para evitar a falência empresarial?

Não é um trabalho fácil identificar todos os fatores que culminam na falência das empresas em nosso país. Podemos identificar alguns pontos que podem ser melhorados para que esse processo seja evitado, como destacamos neste artigo, mas nem tudo esta em nossas mãos para que evitemos isso.

Portanto, é importante agir de maneira consciente sobre seu negócio e, ficar atento as possibilidades que lhe são oferecidas, é um passo importante para identificar esses pontos de melhoria e mudá-los antes que a crise bata a sua porta.

Nós da Brasil Valuation entendemos que é um processo árduo e complexo identificar pontos de fraqueza e atenção e ainda depois colocar em prática os processos de melhoria e análise de processos internos e estruturais que estão já enraizadas há muito tempo na cultura da empresa.

Entretanto, também entendemos que o futuro pertence àqueles que possuem a coragem e visão para abraçar esse processo como uma oportunidade de mudança para melhor.

Aprender com os erros passados e saber se adaptar ao novo com um maior índice de acertos e metodologia é o que irá destacar seu negócio em tempos difíceis e evitar a temida e infeliz realidade dos processos de recuperação judicial.

Gostou deste artigo? Que tal compartilhar em suas redes sociais para ficar ainda mais engajado com sua rede de contatos?

Compartilhe este conteúdo!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Brasil Valuation

Somos especialistas em estruturação de empresas e negócios e nosso foco é diminuir riscos e aumentar a assertividade das tomadas de ações de empreendedores e empresas.

Solicite uma reunião gratuita

Você também pode gostar de:

CADASTRE-SE EM NOSSA LISTA!

Receba conteúdo de alto valor em primeira mão no seu email